Trabalhadores em frigoríficos em Mato Grosso do Sul conquistam 40 horas em Convenção Coletiva
18/05/2010
Os trabalhadores em frigoríficos de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, saíram vitoriosos em sua campanha salarial 2010. Além do o piso de R$ 570,00 e aumento de 7% para quem ganha acima desse valor, a categoria conseguiu incluir na Convenção Coletiva de Trabalho uma reivindicação histórica da CUT: a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A conquista se deu uma semana antes do 18 de maio, Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações da CUT em defesa da 40 horas. “Esta conquista é só o começo, diz o presidente da CONTAC - Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Siderlei Silva de Oliveira. “Para esse setor, que infelizmente possui altíssimos índices de acidentes e mortes no trabalho, a medida é um enorme avanço, especialmente porque significa mais saúde, menos mortes, menos acidentes. Por isso, vamos intensificar a luta pelas 40 horas semanais até que todos os trabalhadores conquistem esse direito, que nós da CONTAC, da CUT e do conjunto de suas entidades, lutamos para que seja constitucional”.Os trabalhadores também conquistaram o fim do trabalho aos sábados, plano de saúde e participação nos lucros.A negociação foi fechada nos frigoríficos JBS Bertin, JBS Friboi, Boi Verde, Strut Alimentos, Beef Nobre e Diplomata, indústrias que juntas empregam 4,5 mil pessoas.
O frigorífico Diplomata foi o último a fechar o acordo, inclusive das 40 horas. A empresa se negava a fechar a convenção nos patamares acordados com os demais frigoríficos da região (piso salarial de R$ 570,00 e aumento de 7%). Perante a resistência na negociação, os cerca de 400 trabalhadores paralisaram as atividades por mais de 8 horas na quarta-feira, dia 12 maio, em protesto à proposta de reajuste oferecida pela empresa, de apenas 4,75%.
Após pressão dos trabalhadores, o Frigorífico Diplomata, cuja média de abates de avesdia é de 35 mil cabeças, voltou a negociar. A empresa acatou a reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande, e a greve se encerrou.Vilson Gimenes Gregório, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande – STICCG, diz que a decisão demonstra o fortalecimento do sindicato e o poder de negociação dos sindicatos filiados à CUT e à CONTAC.
