Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
Sintiacr

SINTIACR

Sindicatos cobram Implantação da NR dos frigoríficos no Ministério do Trabalho

28/07/2011

À urgência na implantação da Norma Reguladora (NR) dos frigoríficos no país foi cobrada do Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pelos sindicalistas do setor e da CUT, em audiência dia 27 de julho, no Ministério do Trabalho, em Brasília. Participaram da reunião, o presidente do Sindicato da Alimentação de Criciúma e região, Célio Alves Elias, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Agroindústrias, Cooperativas de Cereais e Assalariados Rurais (Contac), Siderlei de Oliveira, o presidente Artur Henrique da CUT nacional e demais sindicalista do setor. Segundo, Célio Elias, o Ministro se mostrou sensível à solicitação e a realidade vivenciada por esses trabalhadores e, pediu para sua equipe priorizar a sua implantação. A NR visa minimizar o número de doenças ocupacionais nos frigoríficos, segmento que retém um dos maiores índices de doenças do trabalho no Brasil. Ela deve contemplar três questões fundamentais para enfrentar a epidemia de lesões que vem atingindo os trabalhadores nas indústrias da alimentação: a redução da intensidade do ritmo e das longas e extenuantes jornadas, além de mudanças ergonômicas nos ambientes de trabalho. A elaboração da NR foi debatida pelo Grupo Tripartite, formado por cinco sindicalistas da CUT - ligados a Contac - e Força Sindical, Ministério do Trabalho e Emprego e empresas, desde 2010. O texto final irá para consulta pública dia 15 de agosto divulgada pelo Ministério do Trabalho e sindicatos e terá prazo de 60 dias para manifestações da sociedade. Após a data, outra equipe se reúne para fazer as alterações dentro de no máximo 120 dias e segue para publicação.Sua implantação está prevista até abril de 2012. NR pretende prevenir doenças no setor - A multiplicação das Lesões por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (LERDORT) nos frigoríficos é recente, começou a parecer em 1995, explica Paulo Serro, auditor fiscal de Santa Catarina. “Para se tornarem competitivas e exportarem quatro milhões de toneladas, as empresas estão provocando enfermidades devido à altíssima repetitividade dos movimentos ao longo da jornada”, explica. A Coordenadora de Saúde do Trabalho da Fundacentro em São Paulo, Thais Helena Carvalho Barreira afirma que a NR que defendida vem no sentido da prevenção das doenças e o imenso custo humano e o enorme custo econômico para a sociedade e para o Estado, que acaba pagando, através da Previdência, por males causados pelas práticas destas empresas
Whatsapp