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SINTIACR

Projeto de redução da jornada e ritmo de trabalho no setor avícola é protocolado em Brasília

04/09/2009

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região (Sintiacr) e Secretário Estadual de Organização Política Sindical da Cut-SC, Renaldo Pereira, junto com demais representantes sindicais do país, protocolaram ontem (03) em Brasília, o Projeto de redução da jornada de trabalho e ritmo de trabalho no setor avícola de 44 para 40 horas semanais. O Projeto, elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Agroindústrias, Cooperativas de Cereais e Assalariados Rurais (Contac) e Sindicatos, foi entregue ao Deputado Federal e Vice-Presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT–RS) e ao Senador Paulo Paim (PT-RS). Segundo Renaldo Pereira, os sindicalistas optaram em tramitar na Câmara e Senado ao mesmo tempo, para facilitar a pressão junto aos deputados e senadores, a votarem em favor do Projeto. “Lembramos ainda, que essa luta iniciou na nossa base sindical e que a mobilização deve permanecer forte na região”.
Cerca de 300 mil pessoas são afetadas por doenças e acidentes provocados pelo trabalho hoje no Brasil. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, no ano de 2007, foram gastos R$ 10,7 bilhões em benefícios decorrentes de acidentes de trabalho e de atividades insalubres, caracterizando 7,64% a mais do que o total gasto no ano anterior. Ressalta-se ainda que, do total gasto, 47,4% representam o pagamento de auxílios por doença e por acidente, e aposentadorias por acidentes e enfermidades ocupacionais, e os outros 52,3% representam o pagamento a aposentadorias especiais, concedidas devido à exposição do trabalhador a riscos ocupacionais. De acordo com o artigo Balanço dos acidentes, publicado no Anuário Brasileiro de Proteção 2008, o índice de doenças ocupacionais no país saltou de 5.800 registros em 1990 para mais de 27 mil em 2005. A Lesão por Esforço Repetitivo (LER), provocada por movimentos que se repetem ao longo da jornada e pelo ritmo intenso de trabalho, responde por quase 50% dos casos.
 

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