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Projeto de reabilitação dos trabalhadores é lançado na Unesc com repasse de R$ 1 milhão pelo MPT

30/11/2016

O repasse de mais R$ 1 milhão, resultado da condenação da Seara Alimentos (JBS), de Forquilhinha da ação por dano moral coletivo em 2007 é um dos principais investimentos para o funcionamento dos projetos de reabilitação da saúde dos trabalhadores lesionados de Criciúma e Região. O Núcleo de Promoção e Atenção Clínica a Saúde do Trabalhador (Nupac –ST) foi lançado hoje (30) pela manhã no Auditório Rui Hulse na Unesc. Ele se torna realidade após de dois anos de muitas mobilizações pelos professores, sindicatos e movimentos sociais visando os cuidados com a saúde do trabalhador. A assinatura do termo de cooperação entre a Unesc e o MPT para os projetos foi concretizada no evento. A indicação do repasse a universidade foi feita pelo Sindicato da Alimentação. "Passa um filme na cabeça quando lembro dos anos de 2005 a 2007 quando haviam muitos problemas de trabalhadores doentes no chão de fábrica e até então “eu ficava angustiado com o sofrimento e o limite era o portão da indústria para poder gerara as provas. Trabalhadoras com 5 a 6 graus durante 9 a 10 horas de trabalho e desossando 13 a 14 peitos de frango por minuto. E então, quando Ministério Público do Trabalho chegava lá eles mudavam o ritmo não conseguimos provar. Com a indignação do procurador do Trabalho Jean Voltolin, conseguimos ir gerando provas e levar trabalhadores e parávamos mais no MPT do que sindicato com aquela vontade de resolver os problemas. E outras porvas foram geradas com o apoio da Polícia federal gerando a ação civil pública" , pontuou emocioando o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região (Sintiacr), Célio Elias. Nas ponderações o Reitor Gildo Volpato destacou a importância de todos os movimentos sindicais e sociais neste processo. O Procurador do Trabalho e Coordenador Nacional do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos, Sandro Sarda, falou das condições de trabalho no mundo com um sistema de ritmo de trabalho excessivo lesionando os trabalhadores em larga escala. Lembrou que o Brasil é o 4º pais do mundo em doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. Participou do encontro diretores do Sindicato da Alimentação, dos Bancários e Conselho Municipal de Saúde
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