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Sintiacr

SINTIACR

“O PL tem como objetivo reduzir salários e direitos e ampliar o lucro dos patrões".

09/04/2015

Nos últimos dias fomos informados pelas grandes mídias o debate e a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4330 que terceiriza as relações de trabalho “e tem como objetivo principal reduzir salários e direitos é e ampliar o lucro dos patrões à custa do trabalho escravo dos trabalhadores”, critica Célio Elias, presidente do Sintiacr. Até então, somente os sindicatos que zelam pelos seus trabalhadores estavam fazendo mobilizações e lutando contra a aprovação do Projeto. Enfim, sabemos o que realmente significa este projeto, que pode virar Lei, na nossa vida? Nos nossos bolsos? Nos nossos direitos conquistados historicamente com muita luta e mobilizações pelos trabalhadores? O que pode prejudicar nas negociações dos nossos sindicatos em benefício dos melhores salários e condições de trabalho? Vejamos: o que acontece com a aprovação do PL: 1 - O número de empregos pode cair: Os terceirizados trabalham, em média, 3 horas a mais por semana do que contratados diretamente. Com mais gente fazendo jornadas maiores, deve cair o número de vagas em todos os setores. 3- Risco de acidente deve aumentar. Os terceirizados são os empregados que mais sofrem acidentes. Na Petrobrás, mais de 80% dos mortos em serviço entre 1995 e 2013 eram subcontratados. 4- Negociações com patrão ficará mais difícil Terceirizados que trabalham em um mesmo local têm patrões diferentes e são representados por sindicatos de setores distintos. Essa divisão afeta a capacidade deles pressionarem por benefícios. 5- Casos de trabalho escravo podem se multiplicar A mão de obra terceirizada é usada para tentar fugir das responsabilidades trabalhistas. Entre 2010 e 2014, cerca de 90% dos trabalhadores resgatados nos dez maiores flagrantes de trabalho escravo contemporâneo eram terceirizados, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Tivemos um caso recente na Região com contratados terceirizados pela JBS encontrados em regime de trabalho escravo. Hoje o TST proíbe a terceirização das atividades principais das empresas, além da CLT impor uma série de limites. “A contratação das empresas prestadoras de serviços, levará a uma maior divisão da classe e enfraquecendo a representação e a luta perante os patrões, o que acarretará piores acordos coletivos”, explica Célio Elias, presidente do Sintiacr. Conforme ele, agora é o momento de ir às ruas e pedir a saída destes deputados que estão contra os nossos direitos. Deputados de SC que votaram por nós e contra nós trabalhadores: Foram 16 votos favoráveis a PL (contra o trabalhador) e apenas TRÊS contra a PL (A FAVOR DO TRABALHADOR): Geovânia de Sá – PSDB e Jorge Boeira (PP) da nossa região e Décio Lima e Pedro Uczai (PT) do estado exerceram a função para o qual foram eleitos votando contra o PL. Parlamentares que votaram no PL e Contra o Trabalhador: Carmen Zanotto PPS Celso Maldaner PMDB Cesar Souza PSD Edinho Bez PMDB Esperidião Amin PP João Rodrigues PSD Jorge Boeira PP Jorginho Mello PR Marco Tebaldi PSDB Mauro Mariani PMDB Rogério Peninha Mendonça PMDB Ronaldo Benedet PMDB Valdir Colatto PMDB
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