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SINTIACR

Nota contra a perseguição política de trabalhadores motoristas

22/09/2014

A greve dos motoristas e cobradores realizada em junho trouxe a público que a diretoria daquele sindicato já não tinha legitimidade para representá-los. A greve feita è revelia da direção da entidade culminou com um acordo no TRT que além de aumento real de salário estabeleceu estabilidade de 90 dias aos trabalhadores. Paralelo a isso corre na Justiça um processo ajuizado pelo MPT pedindo dentre outras coisas o afastamento da diretoria do sindicato e a convocação de eleição. Em caráter liminar a direção do sindicato foi afastada. Os motoristas e cobradores comemoraram a decisão da justiça e passaram a se organizar para concorrer nas eleições. Com o fim da estabilidade as empresas de transporte identificando as principais lideranças das lutas de junho passaram a demiti-las. O que era um sonho de ter um sindicato com autonomia e liberdade em relação aos patrões passou a virar um novo pesadelo para os trabalhadores. Os empresários manobram as demissões para manter um sindicalismo dócil e atrelado aos seus interesses. Nesta quarta o ato de protesto realizado no terminal central demonstrou que o problema dos motoristas de Criciúma já não é somente uma questão local, a participação de sindicalistas de várias cidades de SC demonstra que essa questão está estadualizada. As entidades acreditam que não se trata de um corriqueiro processo de demissões, mas de perseguição política com vistas a impedir que quem liderou a categoria na luta concorra nas eleições sindicais. Quando patrões interferem na organização dos trabalhadores eles causam prejuízos a toda a sociedade. É o que vemos acontecer nesse caso. Pela readmissão de todos os que ousaram lutar não nos calaremos! CUT- Regional Sul e sindicatos dos motoristas de Araranguá, de Blumenau e de Florianópolis Foto: Portal Engeplus
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