MST fortalece a greve na Seara-Marfring em Forquilhinha
22/05/2010
A paralisação na greve da Agroindústria Seara-Marfring de Forquilhinha que iniciou no dia 19 de maio ganhou força com a presença de 50 trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST) de Curitibanos e Campos Novos do oeste catarinense. Após cinco dias, a adesão ao movimento é de 60% dos dois mil trabalhadores da empresa. Os sindicatos de várias categorias da região integram o protesto. A categoria reivindica a redução da jornada das atividades nos sábados de 1h e 50 minutos. Uma parte dessas horas seria compensada durante a semana, de segunda a sexta-feira, com acréscimo de 10 minutos pelos trabalhadores na jornada diária. Muitas tentativas de negociação foram realizadas desde o inicio do ano, mas a empresa não apresentou nenhuma proposta para os trabalhadores. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região, Renaldo Pereira, a avaliação é positiva com paralisação em todos os setores. O Sindicato solicitou diligência à empresa pelo Ministério do Trabalho, em função do excesso de mão-de-obra por alguns trabalhadores. “A empresa os obrigou a estenderem o trabalho por uma hora a mais, o que legalmente não pode acontecer no setor devido ao ritmo intenso de produção”. O sindicalista explica que a diminuição das horas trabalhadas irá contribuir para a redução do alto Índice de doenças ocupacionais que atinge os trabalhadores das agroindústrias. Cerca de 300 mil pessoas são afetadas Por doenças e acidentes provocados pelo trabalho hoje no Brasil segundo dados do Ministério da Previdência Social. De acordo com o artigo Balanço dos acidentes, publicado no Anuário Brasileiro de Proteção 2008, o índice de doenças ocupacionais no país saltou de 5.800 registros em 1990 para mais de 27 mil em 2005. A Lesão por Esforço Repetitivo (LER), provocada por movimentos que se repetem ao longo da jornada e pelo ritmo intenso de trabalho, responde por quase 50% dos casos
