JBS:Com encenação fúnebre, trabalhadores do campo e cidade protestam por valorização
19/11/2014
Com caixão, velas e trabalhadores de preto caracterizados de personagens considerados “malvados” pela cultura popular, como lobo mau e bruxa, além de faixas e bonecos, uma encenação fúnebre, os trabalhadores dos frigoríficos agregaram forças com os avicultores da região para protestar contra as baixas remunerações oferecidas pela JBS aos dois setores na unidade de Forquilhinha hoje (19) pela manhã. A mobilização teve o apoio dos trabalhadores da alimentação de Carambeí do Paraná. “O caixão simboliza a perda do plano de saúde e a baixa remuneração paga aos avicultores e, também aos trabalhadores oferecendo somente a miséria de 0,91% de aumento real e o 6,59% de INPC que é direito legal ”, pontua Célio Elias, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região (Sintiacr). Segundo o sindicalista a empresa quer fazer uma mudança drástica no plano de saúde, conquistado há 20 anos após uma greve, passando R$28,00 para R$ 52 o individual e cada dependente o valor de R$ 104,00. “Como um trabalhador que recebe R$ 1.050,00 vai poder bancar este plano?”, questiona. Explica ainda que eles fecharam a mesa de negociação com os produtores do campo há mais de dois anos e com os trabalhadores da cidade, dos frigoríficos, a última mesa de negociação foi dia 10 e encerrando as negociações. “Desta forma teremos que partir para mobilização e greve. Não vamos permitir que esta multinacional que teve um lucro líquido de mais de R$1 bilhão neste último trimestre mate nossos direitos”, pondera. Os trabalhadores das agroindústrias reivindicam 6% de ganho real, a inflação do período, abono de mil reais, redução do ritmo de trabalho, cesta básica no valor de R$ 200,00, vale-transporte de 1%, auxilio creche, ampliação das pausas de 10 minutos entre outras.
