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Grávida e com rubéola, trabalhadora luta para conseguir afastamento

06/02/2011

A gravidez do segundo filho, que era motivo de alegria, se transformou em pesadelo para Sunamita Custódia, 26 anos. A trabalhadora da Seara Alimentos, de Forquilhinha, contraiu rubéola, mas não conseguiu tratamento e afastamento do trabalho. “Estou com dor de cabeça, febre e as glândulas inchadas há vários dias”, explica. Os sintomas são da doença, comprovada por exames clínicos. Sunamita trabalha na sala de cortes há um ano, onde a temperatura é de 10ºC. A peregrinação iniciou em janeiro, quando o diagnóstico do exame pré-natal, encaminhado pelo posto de saúde do bairro Cidade Mineira Nova de Criciúma, foi positivo. No retorno da consulta, foi orientada a refazer o exame em outro laboratório confirmando o resultado. A médica então emitiu atestado de sete dias e a encaminhou para o programa Criança Saudável, especialista em gravidez de risco. No local não havia médico disponível e o agendamento foi marcado somente para o dia 21 de março. Nesse período, levou o atestado e os exames para a empresa que abonou somente dois dias e retorno imediato ao trabalho. A mesma foi ao Hospital São José. Na instituição recebeu a informação de que esse procedimento não é realizado no hospital e sim no Criança Saudável. Sem mais onde recorrer, procurou o Sindicato. Segundo Célio Elias, secretário-geral do Sindicato da Alimentação, a direção foi à empresa para conversar sobre o afastamento, já que a gravidez é de risco, sem sucesso. “Infelizmente, mais uma vez, a empresa dentro de sua postura em explorar a mão-de-obra e a saúde dos trabalhadores e não assisti-los no momento em que eles mais precisam, não aceitou o diagnóstico, como acontece em inúmeros casos, e então estamos acionando a justiça”, explica. O sindicalista lembra que além desta trabalhadora e do seu filho, outras mulheres grávidas no setor estão correndo o mesmo risco desta contaminação, por terem trabalhado no mesmo ambiente da Sunamita, o setor de corte, que possui ventilação artificial e temperatura em torno de 10C. O sindicato também esteve na Vigilância Epidemiológica de Criciúma, que considerou grave o não afastamento da trabalhadora e se comprometeu em entrar em contato com a Vigilância de Forquilhinha e acionar o Cerest para tomar as ações legais. Segundo os profissionais da vigilância, além do afastamento da trabalhadora a empresa deveria verificar se todos os trabalhadores estavam imunes ao vírus da rubéola.

 

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