Empresários resistem em reduzir jornada, Temer insiste na negociação
12/02/2010
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDBSP), lamentou que tanto empresários como sindicalistas tenham rejeitado, nesta semana, sua proposta de redução da carga horária de trabalho de 44 para 42 horas semanais, até 2012. Portanto, 1 hora, em 2011, e mais uma, em 2012.
Temer disse, no entanto, que é seu papel encontrar um meio-termo e tentar chegar a um acordo sobre o assunto para, a partir daí, colocar a proposta em votação no plenário da Casa.
Em entrevista concedida, nesta quinta-feira (11), à TV Câmara, Temer lembrou que o Legislativo costuma ser visto como a "casa da discórdia", mas sempre acaba chegando a um acordo.
No caso da jornada de trabalho, os sindicalistas defendem a votação da PEC 23195, que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas. Já os empresários são contra a proposta, portanto não querem votá-la de jeito nenhum.
Durante os debates na Constituinte, os empresários também rejeitaram a proposta que reduzia a jornada de trabalho de 48 horas semanais há época, para as 40 horas.
Durante os debates os trabalhadores acolheram a proposta alternativa de reduzir apenas quatro horas durante a semana.
É hora de os empresários terem do bom senso, argumentam os representantes dos trabalhadores.
Ficha limpa
Em relação à "ficha limpa" para quem concorre a cargo eletivo, Temer disse que não sabe qual será a redação do texto a ser aprovada.
Ele lembrou que, além do projeto de iniciativa popular apresentado em 2009 (PLP 51809), há outras propostas sobre o assunto que tramitam na Câmara e que vêm sendo debatidas há algum tempo. (Com Agência Câmara)
Fonte: Diap.org.br
