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Dia do Trabalhador, 1º de Maio marca a resistência e a luta dos trabalhadores e pelo fim da escala 6x1

01/05/2026

Neste   1º de Maio, os Sindicatos e as centrais lembram da data como um dia de mobilização  e reflexão dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa dos direitos. o Fim da Escala 6x1 é uma das bandeiras que seguem fortes nesta data com mobilizações em todo o Brasil. O presidente Lula encaminhou ao Congresso um projeto de lei (\(PL \ nº \ 1.838/2026\)) que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, visando o fim da escala 6x1.

Origem do 1º de Maio

O 1º de Maio tem origem nas lutas operárias do fim do século XIX, em meio à expansão do capitalismo industrial. Naquele período, trabalhadores enfrentavam jornadas superiores a 14 horas diárias, sem descanso e sem direitos básicos. A principal reivindicação era a redução da jornada para oito horas.

Em 1886, essa luta ganhou força em Chicago, nos Estados Unidos, quando milhares de trabalhadores entraram em greve no dia 1º de maio. Dias depois, um protesto na Praça Haymarket terminou em repressão policial, com mortos e feridos. Lideranças operárias foram presas e condenadas, tornando-se símbolo internacional da luta trabalhista.

Em 1889, organizações internacionais instituíram o 1º de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores. A data passou a ser adotada em diversos países como momento de mobilização por direitos e melhores condições de vida.

A luta no Brasil

No Brasil, a organização dos trabalhadores ganhou força no início do século XX. Em 1917, São Paulo registrou uma greve geral que mobilizou cerca de 50 mil operários contra a carestia e as condições precárias de trabalho. A repressão foi violenta, mas consolidou a presença da classe trabalhadora na cena política nacional.

Ao longo das décadas, a mobilização garantiu conquistas importantes. O 1º de Maio foi reconhecido oficialmente em 1924. Posteriormente, direitos como o salário mínimo e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passaram a estruturar a proteção social no país. Durante a ditadura militar, sindicatos foram perseguidos, mas mantiveram a resistência e a organização coletiva.

 

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