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8 de Março: As mulheres trabalhadoras e a longa batalha para conquistar direitos

07/03/2016

Um dia para as mulheres, uma data para marcar as duras conquistas das mulheres trabalhadoras ao longo da história. Uma data para refletir sobre as dores e as batalhas para garantirem outros inúmeros direitos ainda travados pelas discriminações da sociedade. Embora o sistema capitalista busca transformar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em uma data festiva é essencial manter o foco sobre o sentido da data marcada pela entrada da mulher no mercado de trabalho e, na atuação política a partir da Revolução Industrial em 1789. Para o presidente do Sindicato da Alimentação, Célio Elias, as mulheres a cada dia galgam mais espaço nos grupos sociais, no entanto tem ainda uma longa a estrada a ser trilhada com diversos direitos a serem conquistados garantindo desta forma a igualdade com os homens. “Na nossa categoria, as mulheres trabalhadoras concentram mais de 60% da mão-de-obra no setor. Elas representam a força e a coragem e marcam a história do nosso Sindicato com a participação nas mobilizações e nas importantes conquistas. (Ver conquistas abaixo). Na contramão, ainda são discriminadas em alguns setores de trabalho e, precisam sempre estarem vigilantes enfrentando os desafios”, destaca Célio. Ainda com tantos avanços, avalia a jornalista, mestre em educação e professora da Faculdade Stac, Marli Vitali, é lamentável a mulher ter que provar diariamente ser tão competente e eficiente quanto o homem. Um exemplo disso, é quando a mulher conquista um cargo de gestão atuando no comando dos homens. Neste caso, o desafio é ainda maior no enfrentamento dos preconceitos e postura machistas onde em muitos casos, eles colocam em “dúvida” o merecimento o cargo. “Não podemos esquecer de refletir sobre a nossa Região extremamente preconceituosa e machista com as mulheres. Se olharmos pela participação nas funções políticas, são mínimas as mulheres prefeitas e vereadoras. Em Criciúma, cidade polo de cerca de 200 mil habitantes temos somente duas vereadoras”, pontua Marli. Principais conquistas das mulheres da categoria junto ao Sintiacr Licença maternidade de 180 dias (Morro Grande), 160 dias (Nova Veneza) e 150 dias (Forquilhinha); 36 horas para mães levarem filhos ao médico, até 12 anos; Afastamento da linha de produção para gestantes, após o 7º mês de gravidez, através de orientação da médica ou médico da trabalhadora; Local exclusivo para gestantes nos vestiários, com bancos para sentarem; Lanches especiais as gestantes fornecidas pela empresa. HISTÓRIA DA DATA Em 1789, com a entrada da mulher no mundo do trabalho, as jornadas eram de até 17 horas diárias. Em 1819, depois de um enfrentamento da polícia contra os trabalhadores, a Inglaterra aprovou a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos. Foi nas manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs de Nova Iorque paralisaram os trabalhos por uma jornada de 10 horas, conduzida por mulheres. Reprimidas pela polícia, as operárias refugiaram-se dentro da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica, atearam fogo e as tecelãs morreram carbonizadas. Durante a II Conferência Internacional de Mulheres em 1910 na Dinamarca, a ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. (Fonte: Carmen Lucia Evangelho Lopes. CEDIM-SP) Principais conquistas das mulheres trabalhadoras
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