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12/09/2017

Contac participa de audiência no Senado para discutir empregos na Friboi/JBS

A Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac-CUT) participará de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, em Brasília, no próximo dia 18 de setembro, a partir das 9h.

Esta é uma conquista da confederação que reivindicava há alguns meses uma audiência para discutir a situação das unidades da Friboi, do grupo JBS, no Brasil.

Nesta semana apenas, a JBS anunciou que encerrará as atividades de abate de aves na unidade de Morro Grande, no Sul catarinense, até 31 de outubro. Estima-se que 500 trabalhadores sejam demitidos, o que deve afetar diretamente e indiretamente cerca de 3.000 pessoas.

A questão se tornou emergencial, aponta o presidente da Contac-CUT, Siderlei de Oliveira, após os anúncios de que a empresa deixará o Brasil. “Estamos falando de milhares de postos de trabalho. A Friboi já conta com representantes fora do país e exigimos uma definição clara sobre a deliberação de venda das plantas da empresa nos estados brasileiros e sobre o futuro dos empregos”, afirma.

A entidade também questiona como tem sido a atuação de órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diante de mudanças que envolvam a compra de plantas da Friboi por novas empresas.

A participação das organizações representativas dos trabalhadores é fundamental nesse processo e um direito, já que a companhia contou com investimentos públicos para sua consolidação no mercado de carnes.

“Faltam informações e transparência neste momento. Se outra empresa assumir no lugar da Friboi, queremos uma saída imediata para a garantia dos empregos. Quem assumir deverá garantir isso aos trabalhadores da alimentação”, aponta Siderlei.

A Contac-CUT  segue na luta mapeamento a situação dos trabalhadores, garante o presidente. “Continuaremos pressionando para que os trabalhadores estejam assegurados, ainda mais num momento de retirada de direitos apoiada por um governo e uma maioria golpista no Congresso”, conclui.

Escrito por: Redação – Contac-CUT

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